Não há como fugir à coisa. Aconteceu, eu estive lá, e por isso tenho de falar disso neste meu diário online. Eu fui ao concerto dos Backstreet Boys no Pavilhão Atlântico. Pronto, já disse.
Tenho de confessar que estava à espera de uma enchente de pitas nas proximidades do pavilhão, mas enganei-me. Não só estacionei o carro em menos de cinco minutos depois de ter chegado à Expo, como a área entre o Vasco da Gama e o Pavilhão Atlântico estava ligeiramente vazia em relação às moças de tenra idade (pitas, para os incultos). Tal como aconteceu na semana passada, eu e o Nuno chegámos antes da Xana e, enquanto esperávamos por ela na rua, discutimos assuntos sérios para a humanidade, como o facto de começar a estar «fresquinho» àquela hora e coisas do género. Quando finalmente entrámos no pavilhão, por incrível que pareça, o cenário deserto era similar ao de fora do pavilhão. Mas para onde é que foram todas as fãs dos Backstreet? Hmm? Cresceram? Será? Hmmm…
Durante o concerto, nós os três não podíamos ter escolhido lugares mais humorísticos para nos sentarmos. Do lado direito, mesmo ao lado da Xana, estava um casal de jovens que pareciam estar com os lábios colados um ao outro. Pior que isso, parece que faziam uns barulhos estranhos. Eu não sei, não era eu que estava ao junto deles. Do meu lado, estava um grupo de dois rapazes e uma rapariga mas, enquanto que no nosso grupo a Xana é que fez a festa toda, no deles, quem vibrava imenso com o espectáculo eram os gajos, ao passo que a moça estava ali quase que por obrigação. Muito estranho também, mas para nós foi um fartote de riso.
Quanto ao primeiro acto, ninguém percebeu em que é que era o moço que dançava, cantava, tocava guitarra e teclado (não ao mesmo tempo, claro) e no final do concerto teve um wardrobe malfunction e não conseguia abrir o fecho éclair do casaco de fato de treino e mostrar o tronco desnudado para as moças da fila da frente. Ele bem tentou fazer publicidade à página do MySpace, mas eu não apanhei o endereço.
O show dos BSB foi aquilo que se esperava. As músicas conhecidas do antigamente, juntas com umas que eu não conheço (e que deduzo que são do álbum mais recente), havendo ainda tempo, e espaço, para umas musiquinhas a solo. Medo, portanto. Estranhei na entrada as t-shirts só terem quatro elementos da banda, mas a Xana explicou-me que houve um que deixou a banda. Fartou-se boa vida, foi o que foi.
Depois do concerto fomos os três para o Vasco da Gama comer, que já se faziam horas. Eu e o Nuno parámos logo no Burger King, ao passo que a Xana foi ao McDonalds. Para arranjar lugar para sentar é que foi mais difícil, mas acabámos por ter uma sorte descomunal e arranjámos um dos melhores spots na varanda do centro comercial. Sim, eu e o Nuno estamos meio engripados mas a noite estava porreira e por isso espero que não tenha feito grande mossa a nenhum de nós. E agora que penso nisso, não me consigo lembrar da última vez estive sentado naquela varanda, mas sei que foi há muito tempo. Livra, que o tempo não abranda nem por nada.